Terráqueos: os outros seres cósmicos

 

Do ponto de vista de quem mora algum mundo hipotético, que não o nosso, nós é que somos "extramundos". Logo, somos do espaço. Imagem: "HD189733b" por NASA, ESA & G. Bacon (Space Telescope Science Institute). Licenciado sob Public domain, via Wikimedia Commons
Do ponto de vista de quem mora algum mundo hipotético, que não o nosso, nós é que somos “extramundos”. Logo, somos do espaço. Imagem: “HD189733b” por NASA, ESA & G. Bacon (Space Telescope Science Institute). Licenciado sob Public domain, via Wikimedia Commons

Exigências e premências existenciais geralmente nos mantêm ocupados, distraídos e alheios, mas a realidade é que somos nômades do espaço, somos seres espaciais. E essa realidade afeta a vida na Terra muito mais do que imaginamos.

As pessoas se mexem por causa das exigências e premências existenciais, essas ligadas às atividades cotidianas do lar, do trabalho, da família, dos amigos, etc.

E observo como isso é um poderoso alienante, uma força que as mantem distraídas de sua imanência, ou seja, daquilo que é próprio do ser, individual e coletivo. Sequer se dão conta, ou sabem, dessa realidade imanente.

Ora, acontece comigo. A necessidade existencial, urgente, procura me distrair e me arrastar. Em certos períodos a existência é marcante e vivo assim como que esquecido.

Contudo, não tem jeito. Tenho a tendência, que me acompanha desde a infância, de ver as coisas, a realidade, de forma tal que acabo resvalando para o mundo ao qual, de fato pertenço.

Realidade só tem sentido em seu contexto transcendental

De fato, tenho plena consciência, e ciência, de que a realidade cotidiana, da qual me refiro acima, só tem sentido se inserida em seu contexto imanente, transcendental.

Essas coisas, próprias da realidade, são o que são e isso inegável. Negar sua realidade é como negar uma das faces de uma moeda. Ou negar o dia. O que é, ou o que significa, uma moeda sem uma das faces? O dia é dia, sem a noite?

Outra questão é o gentílico, a locação. Temos a noção de que somos parte do ambiente onde nascemos e vivemos. Somos paranaenses, paulistas, pernambucanos. Somos brasileiros e há os estadunidenses, os franceses, os japoneses. Os angolanos.

Contudo, somos todos seres humanos. Se levarmos em conta a locação, e sou obrigado, pelas razões explicadas acima, a considerar essa realidade, vivemos, coletivamente, em algum lugar. Ora, em que lugar vivemos?

Os terráqueos são os outros seres cósmicos

Nós vivemos na superfície de um objeto grande e massivo, que flutua no vazio não-absoluto, girando em torno de si mesmo e viajando pelo espaço, na zona habitável de uma estrela, e sob influência direta dela, por si só, um nômade sideral.

Para mim, só há beleza na vida, na existência, se levarmos em conta o que somos, de fato. E acredito, como as evidências me mostram, que nossa realidade é espacial. Somos, antes de tudo, seres do espaço. Essa é nossa realidade imanente, essencial.

Somos viajantes siderais, sujeitos às intempéries do meio ambiente interestelar, mas de certa forma, protegidos pelo Sol, muito embora o próprio meio interplanetário onde viajamos seja hostil e ameaçador.

Nós somos uns dos habitantes do espaço. De fato, os alienígenas deles são os terráqueos. Estes é que são os ETs. Eles, os terráqueos, os áliens, têm uma certa visão do Universo, a partir de ponto de vista na casa espacial deles, um planta que chamam Terra.

E a aparência que nós mesmos temos do Universo, a partir de nosso próprio planeta e mundo particular, é muito parecida com a desfrutada pelos terráqueos, que são os outros seres cósmicos.

Nós também possuímos uma estrela dominante. A deles, chamam Sol. E nós também desfrutamos nossas majestosas noites estreladas.

Como os terráqueos, somos seres do espaço

Não fôssemos seres do espaço, não seríamos o que somos, pois toda nossa vida só é como é por influência dessa realidade imanente, eminentemente cósmica.

De fato, nossa constituição material mais íntima, os átomos e moléculas que formam nossas células, os alimentos que comemos e até a água que bebemos, bem como a energia que utilizamos, são forjados na mecânica própria do Cosmo.

Sem as grandes leis que governam o Universo, os átomos não se manteriam coesos para montar os objetos astronômicos, que formam o meio onde o ciclo da vida se realiza.

O próprio ciclo de vida, que se relaciona aos seres vivos, se assemelha aos ciclos próprios da matéria, como é o caso das estrelas.

E tudo isso, em conjunto, afeta os relacionamentos humanos, afeta a consciência e a psique das pessoas, e diz respeito à espiritualidade. É que, como os terráqueos, nós somos criaturas seres do espaço.

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