O Universo Refracionário

Gotas de água refletem a ponte Golden Gate, nos EUA: a consciência cósmica se refraciona  e se reproduz em uma infinidade de universos e coisas. Imagem by Brocken Inaglory [GFDL (http://www.gnu.org/copyleft/fdl.html) or CC BY-SA 3.0 (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0)], via Wikimedia Commons
Gotas de água refletem a ponte Golden Gate, nos EUA: a consciência cósmica se refraciona e se reproduz em uma infinidade de universos e coisas. Imagem by Brocken Inaglory [GFDL (http://www.gnu.org/copyleft/fdl.html) or CC BY-SA 3.0 (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0)], via Wikimedia Commons
Depois de muito pensar no assunto, concluí que o Universo é refracionário. Resulta da refração da consciência cósmica ao passar pela singularidade. Esse princípio diz que a realidade não surge do nada, mas se transforma.

“O momento chegou. Tentarei explicar a operacionalidade divina. Minha conclusão para o processo é bastante lógica e na verdade, se eu fosse religioso ou cientista, pediria perdão a Deus por desnudá-lo. Mas sou cosmointegrado e portanto, conformação extremada Não é possível perceber (de um modo) diferente”.

Com este título e esta abertura, comecei a escrever o artigo que saiu publicado no dia 23 de janeiro de 1994, e que significou o ápice de anos e anos de estudos na área.

O calendário marcava alguns dias antes, cerca de 20 de janeiro daquele ano. O relógio indicava cerca de 9h20 e eu estava exultante, agitado demais para pensar em outra coisa.

A dedução do processo pelo qual a realidade se tornava ela mesma, para conhecimento do homem ou não, tinha vindo como um lampejo, depois de eu perambular bastante próximo do alvo, nos dias anteriores ao grande momento. Eu chegara, finalmente, a uma conclusão sobre o funcionamento do Cosmos.

Os físicos chamam singularidade

Mas, sabe, eu acredito no que escrevo e portanto, sou hexadimensional, sou refracionário e é assim que me sinto. Quero, com isso, observar que não sou cientista, embora possa usar conceitos do conhecimento científico, como fizeram e fazem os filósofos ao longo da história. Afinal, não há como examinar a realidade sem que se depare com conceitos científicos subjacentes. Do contrário, seria trabalhar sobre fantasia.

Assim, ouso citar conceitos de teorias consolidadas e aceitas como válidas, pois passaram pelo crivo do método científico.

Como veremos, a implicação da teoria refracionária é a negação de um big bang, a grande explosão de energia que teria dado origem a um Universo em expansão.

E, assim como não dá para acreditar nele, não é possível aceitar a hipótese de um futuro big crunch, o grande esmagamento, previsto para um Universo em contração.

Bem, a forma do real cósmico descrito pela teoria que desenvolvi é a refracionária e, para compreender o universo refracionário tenho que, forçosamente, analisar alguns conceitos astrofísicos.

A teoria do Universo explosivo diz que, no princípio, todos os átomos estavam concentrados em um ponto, de densidade e temperatura infinitas.

Essas condições absolutamente extremas eram o que os físicos chamam singularidade, uma falha no espaço-tempo.

Antes do big bang havia basicamente a mesma coisa

Depois, o ponto infinitamente quente e denso explodiu, passou por um momento de breve inflação, ou expansão dentro da expansão e, no instante de Planck, 10-43 de segundo após o início, a temperatura caiu o suficiente para as partículas subatômicas se agregarem.

As quatro forças básicas que, segundo a teoria, governam o Universo, surgiram aí. São elas a gravidade, o eletromagnetismo e as forças nucleares fraca e forte.

A grande questão é: o que havia antes do suposto big bang? Houve uma grande explosão? Bem, a teoria refracionária prevê que, se a temperatura arrefeceu no instante 10-43 é porque, antes disso, esse ponto estava extremamente quente e maciço para produzir algo curioso: na singularidade, a consciência cósmica se distorce ao ser refracionada como uma imagem ou cópia de si mesma, do outro lado dela, mas com a dualidade invertida.

O paralelo ordinário desse fenômeno espantoso é um raio de luz que atravessa um prisma de cristal, ou uma lente convergente. A luz penetra o meio vítreo e passa por uma refração, é refracionada, emergindo distorcida, do outro lado dele. Na verdade, ao inverso, desdobrada em si mesma, com os polos dispostos ao contrário.

Se isso acontece, é porque a energia que havia antes de ser refracionada pela singularidade tinha polos opostos ao manifestado depois e portanto, existia antes do tal big bang.

E o que existia antes do suposto big bang? Basicamente, a mesma coisa, só que com a dualidade posicionada de modo diferente.

Consciência cósmica refracionada no hexadimensional

Assim, a dualidade que passa pelo horizonte de eventos da singularidade, o ponto do espaço-tempo além do qual nem a luz escapa, desponta dessa lente gravitacional ainda como dualidade, mas invertida.

Do ponto de vista de Deus, a consciência cósmica é refracionada, na singularidade, no espectro hexadimensional, que grosso modo, é formado pela dualidade física- não-física: algumas dimensões de características físicas, como os átomos que formam a matéria física, e muitas outras de características não-físicas, como a consciência ordinária e a crença – ou descrença – em Deus.

Nós vemos esse processo se repetir em várias instâncias da física. De fato, parte da energia mensurável do Universo se transmuta no espectro eletromagnético. A luz, por exemplo, como entidade una, se refraciona no espectro de cores do arco-íris .

E, do ponto de vista da hexadimensionalidade, engendrada dessa forma, ora ela é uma dualidade fisica e não-física. Ora, é dualidade não-física e física.

Em um momento da história, a parte física se manifesta como tal, enquanto a não-física é não-fisica. Em outro momento da evolução, essa dualidade se inverte: o que era físico passa a ser não-físico, e vice-versa.

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