Elementais da natureza

Gnomos, em meio ao seu mundo imaginário, mas existente, se podemos pensar sobre eles. Ilustração por Meno Mühlig [Public domain], via Wikimedia Commons
Gnomos, em meio ao seu mundo imaginário, mas existente, se podemos pensar sobre eles. Ilustração por Meno Mühlig [Public domain], via Wikimedia Commons
Se as crianças sabem que existem Papai Noel, fadas, pós mágicos, animais que falam e seres poderosos, acho que devemos falar para elas sobre os elementais da natureza: as ondinas, as salamandras, os silfos e os gnomos.

Já faz algum tempo, quando tive essa impressão. Tudo começou quando Rafael, o filho de 9 anos de um sobrinho, que mora em outra cidade, veio passar parte das férias escolares conosco e, em especial, com meu filho Fernando, de 7, nomes fictícios.

Logo no primeiro dia, durante a manhã e tarde, eles brincaram, jogaram xadrez, disputaram partidas de jogo de botão, jogaram bola no quintal, se divertiram em jogos eletrônicos e assistiram a filmes. Claro, deixaram os brinquedos espalhados pela casa.

No início da noite, eu estava com eles no quintal e avisei que montaria dois telescópios, para observarmos a Lua e o planeta Júpiter, logo que escurecesse. Um era o meu refletor de 254 mm, que eu mesmo fiz.

Eu tenho conversado com meu filho sobre astronomia, claro. Mostro revistas com muitas fotos de objetos astronômicos e livros sobre o assunto e lhe dei, de presente, meu telescópio newtoniano de 114 mm, que tem montagem equatorial e também levaria, para nosso momento astronômico.

Meu filho sabe que a Lua é um mundo distante

Com esse aparelho, ele já observou a Lua que, sabe, é um mundo grande como o nosso, que só é visto muito pequeno, como uma bola no céu, porque está muito longe da Terra, o mundo onde vivemos, que também é redondo.

Ele sabe, também, que várias pessoas estiveram na Lua, caminharam, e deixaram coisas lá, como um jipe, coisas que ainda se encontram naquele mundo, até hoje.

Fernando também tem nas mãos, sempre que quer, réplicas em miniatura de estação espacial Mir e da Apolo 11 e seu módulo lunar Águia, que levaram os primeiros homens à Lua.

Mas a presença do Rafael permitiu que voltássemos a falar do assunto. Depois de eu fazer algumas referências a planetas e estrelas, a conversa se desviou um pouco sobre viajar pelo espaço, que é, sem dúvida, uma aventura que ainda envolve riscos.

Trenó puxado por renas que voam sem asas

Enquanto meu filho ouvia atento a conversa, Rafael disse, a despeito do perigo inerente às viagens espaciais, que não tinha medo de morrer. Perguntei a razão e ele disse não temer porque se encontraria com seus antepassados.

Eu me lembrei que todos na família sabem que Rafael, quando criança pequena, tinha amiguinhos invisíveis com os quais conversava, enquanto brincava. Ele os chamava “amigos virtuais” e até tinham nomes. Eram Gogó e Lili.

Bem, considerei que ele, com a idade que tem, está convencido de que seu iPhone, que ganhou dos pais no Natal, foi trazido, na verdade, do Polo Norte, pelo Papai Noel no trenó, puxado por parelhas de renas que voam sem asas.

Além disso, a literatura infantil está repleta de fadas, pós mágicos, duendes e bruxas, animais que falam e criaturas imaginárias com poderes imensos.

Telepatia ou comunicação pelo pensamento

Portanto, me senti à vontade para falar aos dois meninos que as pessoas vivas não precisam estar mortas para se encontrar com seus antepassados, porque poderiam se comunicar com elas por telepatia.

Em seguida, claro, expliquei que as pessoas poderiam desenvolver a telepatia, um meio de se comunicar não só com os mortos, mas também com os vivos, pelo pensamento. Isto é, sem falar, apenas enviando comandos mentais.

Depois, aproveitei para falar sobre os elementais da natureza. Disse que existiriam criaturas do bem que habitam diferentes lugares, como as ondinas, que vivem e brincam na água; os silfos, que vivem e brincam no ar; as salamandras, no fogo; e os gnomos, no solo.

Claro, elas me fizeram uma porção de perguntas, que procurei responder. Por que não? Acho que as crianças não devem crescer alienadas acerca das coisas relacionadas ao mundo espiritual.

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