Viagem astral é inerente ao eu

Tempera em painel medindo 44,7 x 37,3 cm, feita por São Ranieri e reproduzida em 1444 por Sefano di Giovanni, representa uma projeção astral. Imagem see filename or category [Public domain], via Wikimedia Commons

Tempera em painel medindo 44,7 x 37,3 cm, feita por São Ranieri e reproduzida em 1444 por Sefano di Giovanni, representa uma projeção astral. Imagem see filename or category [Public domain], via Wikimedia Commons

Viagem astral, conhecida como desdobramento mediúnico, dissociação do corpo físico, ou viagens fora do corpo, é um fenômeno inerente à natureza humana. Aprendi como me desdobrar e quer descrever, aqui, todo o processo.

Embora ainda criança eu tivesse contato com práticas psíquicas, notadamente telepatia, e intuísse viagens astrais, foi na adolescência que, de fato, tomei contato com essa fascinante potencialidade que todos temos.

Sim, acredite você ou não, queira ou não, essa importante faceta do psiquismo humano existe, independentemente de nosso querer, vontade, ou conhecimento. A coisa acontece, simplesmente.

Você pode até duvidar de que seja mesmo possível alguém – você – sair conscientemente de seu corpo físico e vadiar por aí, no bom sentido, claro.

Contudo, deixe que lhe eu diga uma coisa. Não há um momento em que esteja dormindo, de dia ou de noite, e, em determinados períodos do seu repouso, não saia do corpo físico.

Esse parece ser um caminho só de ida

Com o que aprendi a respeito, posso garantir que sai, sim. Se você não toma conhecimento, é porque sua consciência não está presente, no momento certo. Você simplesmente “apagou” para dormir.

Agora, com treino, é possível manter a consciência atuante, mesmo durante o repouso, e perceber todo o processo. Posso assegurar que, estando consciente no momento crítico, mesmo que você não faça nada para evitar sair, e mesmo que não queira sair do corpo, mesmo assim, de uma forma ou de outra, sai.

Eu aprendi, de fato, que desdobramentos mediúnicos acontecem espontânea e involuntariamente, porque são inerentes à espiritualidade, humana ou não.

Contudo, também aprendi, é inteiramente possível praticarmos viagens astrais voluntárias, isto é, por mera curiosidade, ou por que não há outro jeito, por necessidade, ou apenas, deleite.

A despeito de ser a projeção astral inerente à natureza espiritual da qual somos constituídos, sua prática deliberada requer cautela, porém. Antes, é conveniente se perguntar: preciso mesmo disso?

Dissociação acontecerá com seu consentimento ou não

Eu faço essa observação porque, também aprendi, esse parece ser um caminho só de ida. Isto é, uma vez iniciado no processo, a gente não consegue mais sair dele.

Pelo que compreendi, pessoas de mediunidade desenvolvida involuntariamente convivem com o fenômeno por que são mediúnicas e se acostumam desde sedo a ela.

Isto é, elas nasceram para isso e sequer se dão conta de que muita gente sequer ouviu falar em viagens fora do corpo. Para elas, manifestações involuntárias do fenômeno são parte da vida, e isso é tudo. Aprendem a conviver com isso.

Já quem não é mediunicamente desenvolvido e resolve desenvolver essa fascinante habilidade psíquica se deparará com algo com que terá que aprender a conviver.

Na verdade, ela se tornará tão preparada quanto alguém que tenha nascido psiquicamente desenvolvido e como tal, a dissociação passará a acontecer com seu consentimento ou não.

Sempre que se encostar para descansar ou dormir, poderá sentir os sintomas de que vai se dissociar do físico. Poderá lutar para não se desdobrar, mas estará lutando contra si mesmo, porque, uma vez aprendido todo o processo, a coisa passa a acontecer tanto quando você desejar, como quando não quiser.

Se funcionou para mim, funcionará para você

Digamos que você aprenda uma técnica de dissociação apenas para confirmar, para si mesmo, que o fenômeno existe. Você aprende o suficiente e fica satisfeito, dando o assunto por encerrado e deixando de fazer experiências.

Depois disso, poderá até passar um longo tempo sem que faça mais nada a respeito. Achará que tudo acabou. Contudo, quando você menos esperar, lá vai você, mesmo sem querer, em outra incursão astral.

Eu gostaria de fazer outras observações a respeito da decisão deliberada de desenvolver a habilidade psíquica das viagens fora do corpo, mas deixarei para o momento certo.

Por ora, quero dizer que desenvolvi uma técnica que me possibilitou, e possibilita, sair do corpo conscientemente, e vou descrever, em posts futuros, como se deu todo o processo. Se funcionou, e funciona para mim, creio que funcionará para você, caso deseje me seguir e experimentar.

Contudo, dedico minha narração a você que, mesmo que não queira mergulhar de fato nessa prática, pelo menos deseja se informar, saber como a coisa funciona. Boa leitura.