Singularidade refracionante

Representação visual de uma singularidade: onde componentes reais se confundem. Imagem por Functor Salad (Own work) [GFDL (http://www.gnu.org/copyleft/fdl.html) or CC-BY-SA-3.0 (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/)], via Wikimedia Commons

Representação visual de uma singularidade: onde componentes reais se confundem. Imagem por Functor Salad (Own work) [GFDL (http://www.gnu.org/copyleft/fdl.html) or CC-BY-SA-3.0 (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/)], via Wikimedia Commons

A singularidade é uma forma de aberração, para os físicos. Mas, para mim, é onde a dualidade A e B, o físico e o não-físico, se refraciona no real. Isso porque as duas faces da realidade são consubstanciais.

A singularidade primordial abrigava tudo aquilo que viria a ser o Universo inteiro. Mas há muitas delas espalhadas por ele, tanto no núcleo das galáxias como resultantes da explosão de alguns tipos de estrelas, notadamente as muito pesadas, ou de grande massa.

Por singularidade se convencionou designar os buracos negros, mas trato, aqui, do termo em si, da singularidade em si, não de buracos negros.

Em uma singularidade, as leis da física não funcionam e impera o caos. Contudo, a teoria refracionária diz que, nessa região do espaço-tempo, o físico e o não-físico são uma coisa só. É onde ambas as faces da realidade se confundem, pois são feitos da mesma substância, são consubstanciais. Vou explicar.

Como dito antes, o real hexadimensional funciona de tal forma que ora é atraído e cai em uma singularidade, chamada buraco negro. Em seguida, sai de lá, agora buraco branco.

Na singularidade o real está no âmago de Deus

A realidade dual física-não-física evolui em plena singularidade, que do ponto de vista refracionário. A singularidade, assim, nada mais é que a unificação da dualidade ordenada.

Uma vez na singularidade, a hexadimensionalidade se encontra no âmago de Deus. Como? Ora, o físico é um agregado consciencial, que gera força gravitacional, que atrai, mas também, repulsa.

Sim, a gravidade também repulsa e a astronáutica usa esse principio nas viagens interplanetárias, fazendo uma sonda exploratória passar veloz próximo a um planeta para roubar um pouco de seu momento, ganhar velocidade e, literalmente, estilingar para as profundezas do espaço.

Teoria refracionária expande a compreensão

Mas, a consciência cósmica se refraciona no espectro hexadimensional em plena singularidade, após passar pela fronteira singular, o horizonte de eventos, localizado a 10-43 de segundo do instante refracionário zero.

O instante refracionário zero é um conceito próprio dessa teoria. É o zero não-absoluto, indeterminado, a meio caminho entre o menos (-) infinito e o mais (+) infinito, na escala de tempo refracionária. O ciclo infinito se fecha na singularidade, que também evolui, por ser consciencial.

Para a astrofísica, meramente racional ao desprezar a fé e considerar somente a razão, a singularidade é um caminho sem volta. Mas, para a teoria refracionária, que expande a compreensão e leva em conta, também, a fé, o real funciona de modo diferente.

Tempo refracionário não-absoluto é o consensual

Imagine um corpo físico, que nada mais é que um pulso de consciência, uma dualidade física-não-física A e B. O pulso se aproxima de um buraco negro. Ao se aproximar do horizonte de eventos, o pulso consciencial viaja à velocidade do pensamento, carregado com a dualidade A e B.

Em seu percurso, atinge o horizonte de eventos 10-43 de segundo antes do instante refracionário zero, ou zero não-absoluto. Em seguida, atravessa o horizonte e a dualidade se refraciona, isto é, se confunde, e se torna indeterminada.

Não é mais possível identificar A ou B, isoladamente. O tempo refracionário não-absoluto, onde se encontra, é o âmago da questão, o consensual. A singularidade é tanto aqui quanto lá e o real refracionário se evidencia como tal. Contudo, o tempo flui e algo acontece.