Pulso acretivo e o destino de tudo

Representação de um buraco negro. Objeto semelhante, maior que o próprio Universo, estaria além do horizonte observável. Imagem: Wikimedia Commons.

Representação de um buraco negro. Objeto semelhante, maior que o próprio Universo, estaria além do horizonte observável. Imagem: Wikimedia Commons.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A possibilidade de que o Universo esteja se expandindo para sempre, a velocidade cada vez maior, vem sendo bastante discutida desde 1998 e é hoje quase uma unanimidade. Mas ela tinha sido prevista a nível filosófico vários anos antes pela teoria refracionária.

A explicação refracionária é a seguinte: as fronteiras longínquas do Universo estão se aproximando, para eventualmente tocar, as bordas de um aglomerado de matéria (um buraco negro) de massa muito maior que a própria massa do Universo.

Esse objeto é tão grande que ocupa todo o horizonte observável do Universo e, por essa razão, nos parece côncavo. É como se estivéssemos viajando dentro de uma gigantesca esfera oca, na direção de sua superfície curva interior.

À medida que as fronteiras avançadas do Universo se aproximam e virtualmente tocam a borda desse vasto ajuntamento físico, aumenta a atração gravitacional sobre ele, o que explica o incremento da velocidade de afastamento das galáxias.

Outra possibilidade é que, em vez de o Universo se aproximar da borda externa de um buraco negro, esteja saindo de dentro de um.

Assim, o Universo se aproxima da borda interna do buraco negro para emergir do outro lado do horizonte de eventos.

Segundo essa teoria, trata-se de uma questão interpretativa: a consciêcia de estar dentro de um buraco negro não difere da consciência de estar fora dele.

Estilhaços cósmicos

Apesar de ser grande o suficiente para abarcar todo o horizonte cosmológico, o imenso objeto nos é invisível porque está escondido nas profundezas do espaço, há mais de 13,8 bilhões de anos-luz da Terra, sob um véu de galáxias, poeira e gás.

Resta agora analisar este fenômeno à luz das teorias científicas mais discutidas a respeito da origem e destino do Universo.

Elas partem do princípio de que tudo começou com uma gigantesca explosão, o Big Bang, que teria arremessado matéria, como estilhaços cósmicos, em todas as direções.

Essa matéria daria origem às galáxias, contendo estrelas com seus planetas, luas e seres vivos.

A explosão teria sido tão forte que ainda hoje as galáxias estariam se afastando umas das outras.

O refracionismo propôs, anos atrás, uma hipótese inteiramente nova, ainda bastante aidantada para seu tempo.

Em vez de uma grande explosão, ele sugere uma série de pulsos acretivos, que levam o Universo a sofrer, de tempos em tempos, refração, ou seja, inversão substancial.

Vale para a vida

Nesse processo, o que é feito de matéria física, como uma estrela ou uma casa, passa a ser matéria não-física, como um pensamento, uma idéia. E em contrapartida, o não-físico passa a ser físico.

Os pulsos acretivos conferem ao Universo a forma geométrica de um cone nodular que tende ao infinito, mas sem ser infinito. As paredes do cone se curvam para o exterior.

Esses nódulos, distribuídos em intervalos mais ou menos regulares, representam os pulsos acretivos, nos quais o Universo toca as bordas do buraco negro e se refraciona.

A cada pulso acretivo sua taxa de expansão acresce, ou seja, aumenta, bem como a velocidade de afastamento da galáxias.

Esse modelo também se aplica à evolução da consciência e da espiritualidade humanas. Sempre que uma pessoa vive, vai acumulando conhecimentos e ganho consciencial e espiritual, independentemente de sua crença.

Assim, cada vida corresponde a uma fase de acrescão, ou expansão consciencial. E cada transição entre uma morte física e uma nova vida em outro corpo é um pulso acretivo.