Para que existe o ser humano?

Pessoas se relacionando: a convivência parece não ter sentido algum, mas ela torna as pessoas melhores. Imagem: b17eva247   Flickr - Photo Sharing

Pessoas se relacionando: a convivência parece não ter sentido algum, mas ela torna as pessoas melhores. Imagem: b17eva247 Flickr – Photo Sharing

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para que, mesmo? T’aí, uma boa pergunta. No meu ponto de vista, não há resposta mais lógica do que esta: aprender, juntar conhecimento, sobretudo de relacionamento.

Acho que a vida não teria sentido, sem esse propósito. Para que serviria, por exemplo, eu ter encontrado as pessoas que julgo imprescindíveis em minha vida, tanto para o bem, como para o mal?

E por que tenho que passar por situações tais que me é possível, sempre, tirar lições que, no geral, tendem a melhorar e aperfeiçoar meu conhecimento sobre as pessoas com as quais convivo?

Não parece lógico, nem justo, que anos, décadas de convivência tenham sido, ao final de minha vida, em vão.

Não no sentido de que não tenha valido a pena amar e ser amado, mas no que fica em minhas lembranças, em meus sentimentos, em minha alma. Em meu espírito que, de preferência esteja plenamente enriquecido.

Diferentes sensações do bom e do ruim

Em minha opinião, tanto as boas como as más convivências têm algo me ensinar. Contudo, me parece muito claro que há uma diferença fundamental entre uma experiência boa e outra má.

Um bom relacionamento, ou boa situação com outra pessoa, pode me encher de alegria e contentamento, de felicidade, uma sensação de alívio.

Já um mau relacionamento, ou má situação com outrem, me deixa sempre com uma sensação de tristeza ou frustração.

Uma sensação de ressaca cheia de angústia, de sombras, dolorosa e lúgubre, de que fui mal visto, mal interpretado e, pior, odiado, por ter sido capaz de irar em alguém contra mim.

Para mim, enquanto o bem, ou o bom, enriquece e engrandece meu espírito, o mal me empobrece e diminui.

Eu acho que o sentido da vida é aprender, sempre. A vida, para mim, é uma sala de aula, na qual aprendo a viver e, principalmente, a conviver.

Lições para aprender a conviver

Conviver é tão importante quanto respirar, afinal, sou intrinsecamente social. Se não tirar lições no dia, não melhoro meu relacionamento e assim, fica difícil, por exemplo, evitar situações com potencial conflituoso.

De fato, vivo o tempo todo, em casa e no trabalho, tirando vantagem das diversas situações do dia a dia para conhecer melhor as pessoas com quem convivo.

Isso me ajuda a compreender seus anseios, de modo a que possa me antecipar em iniciativas que melhorem meu relacionamento.

Contudo, não preciso esperar nem exigir das pessoas com quem convivo que ajam como eu. Na verdade, procuro fazer minha parte sem me preocupar se eles farão ou não a deles. Assim, me sinto vitorioso se, com disse acima, engrandeço meu espírito.

Como no iniciar de um jogo de xadrez, as pessoas com quem convivo e eu colocamos os elementos no tabuleiro.

Mas, mesmo que eu não tenha as peças brancas e inicie o jogo, a iniciativa de um lance interessante que me leve à tal vitória é exclusivamente minha.

O que aprendo terei sempre comigo

Agora, se, como disse no início desta matéria, existo para aprender a conviver, a quem interessa todo esse aprendizado? Para que, ou para quem, passo a vida aprendendo? Qual o sentido disso? T’aí outra boa pergunta.

Acho que, o que aprendo, ao longo da vida, vou levar comigo, para onde quer que eu vá. Sei que, ao fim da vida, terei certo acúmulo de saber em minhas memórias, mesmo que minha mente esteja embaçada por um mal do tempo qualquer.

Contudo, sei que, após a morte física, minha mente estará lúcida como sempre esteve e sei que o conhecimento que tive em vida continuará comigo.

Não me é possível saber, neste momento, se vou decidir voltar à Terra, ou se irei para qualquer outro lugar do Cosmo, mas uma coisa é certa: o que aprendo agora estará comigo.

Existo para me aproximar de Deus

Mesmo que decida viver de novo, onde quer que seja, continuarei aprendendo e o que aprender se somará ao que aprendo agora, ou que tenha aprendido antes.

Minha consciência estará, assim, sempre e sempre alargada. Terei um ganho de consciência a respeito de tudo.

Com uma consciência mais ampla, estarei cada vez mais perto da consciência maior que a tudo rege, a consciência cósmica, a mente de Deus.

Logo, acho que todo conhecimento leva, no fim das contas, a Deus e se vivo para aprender, portanto, existo para me aproximar de Deus.