Novo estudo diz que Planeta X existe

Um planeta gigante nas bordas do Sistema Solar. Imagem: Pinterest

Um planeta gigante nas bordas do Sistema Solar. Imagem: Nasa/JPL-Caltech

Mais um estudo diz que o Planeta X – Nibiru, para muitos – com massa pelo menos 10 vezes maior que a Terra, existe mesmo, em uma órbita muito longe da nossa estrela, nos cafundós gelados e escuros do Sistema Solar.

Eu já tinha lido a respeito de um hipotético mundo gigante residindo nas franjas deste sistema estelar, quando ainda era adolescente.

Claro, eram histórias, contadas geralmente por esotéricos e místicos ansiosos por um “fim do ciclo“ ditado pela eventual chegada de um planeta Hercólobus, Marduk, ou seja lá qual nome.

Contudo, eram narrações sem fundamento científico algum, embora diversos tratados mais sérios tratassem do tema apenas para desmentir tal possibilidade.

Mas a história do 10º Planeta pode mesmo ser verdadeira e há cada vez mais astrônomos empenhados na caça ao objeto.

O primeiro estudo a corroborar a possibilidade, ao meu ver, foi o publicado em março do ano passado em famosa revista científica, como descrevi em post anterior, Nibiru pode mesmo existir.

Um planeta gigante

Agora, tomo conhecimento de um estudo alternativo, divulgado recentemente pelo jornal Monthly Notices of the Royal Astronomical Society Letters.

O novo estudo corrobora a teoria anterior, com a diferença de que sugere não apenas um planeta gigante na borda do Sistema Solar, mas dois!

Pelos cálculos, os dois planetas precisam ser maiores que a Terra para justificar as órbitas de objetos menores que existem na Nuvem de Oort Interior, uma região que fica além do Cinturão de Kuiper.

Dessa região, são conhecidos 13 astros, dos quais o mais conhecido é o planeta anão Sedna. Esse objetos têm, em comum, órbitas se estendem para muito longe do Sol, o que é incoerente com o padrão dos demais objetos solares.

Justificativa orbital

A matemática aplicada à Astronomia diz que as órbitas desses astros deveriam ser aproximadamente circulares, ou levemente elípticas, medindo em seu semi-eixo maior, em média, 150UA, com grau de inclinação, em relação ao plano do Sistema Solar, perto de zero.

Contudo, esses semi-eixos medem de 150 a 525UA e se inclinam em até 20 graus em relação ao plano.

Logo, esses objetos têm órbitas altamente elípticas, significando que, em certo momento de suas jornadas, estão mais próximos do Sol, e, em outros, muito, muito longe da estrela.

Essa alteração orbital em conjunto só poderia ser justificada pela presença de um objeto (ou dois, como agora o novo estudo sugere) com massa maior que a da Terra.

10 vezes mais massa que a Terra

Esses planetas, precisam ter, pelo menos, 10 vezes mais massa que a Terra e órbitas a 250UA do Sol.

Ainda não existe um telescópio capaz de detectar esse objeto, o que poderá ser feito pelo Grande Observatório de Sondagem Sinótica, com espelho de 8,4 metros de diâmetro, a ser concluído na década de 2020.

A descoberta desse objeto misterioso revolucionará nosso conhecimento do Sistema Solar, e será um feito extraordinário.

Só será menor em importância, talvez, do que a detecção do primeiro exoplaneta com tamanho semelhante ao da Terra, orbitando dentro da zona habitável de uma estrela parecida a nossa.