No alto para ver o mundo de longe

Sentado ao painel de comando do B737-800, pronto para taxiar e, depois, voar. Imagem: FSX.

Sentado ao painel de comando do B737-800, ao anoitecer, pronto para taxiar e, depois, voar. Imagem: FSX.

Para quem gosta de jogo simulador de voo, o circuito de tráfego padrão é excelente, se o piloto não quer fazer voos longos ou quer apenas testar um novo avião. Simulador de voo é o meu jogo de computador preferido, se é que se pode chamar um simulador de jogo.

Além de cosmologia filosófica, gosto de astronomia, fotografia e simuladores de voo. Já escrevi sobre meu telescópio refletor de 254 mm que, eu mesmo, construí.

Nos últimos dias, escrevi alguns artigos com os quais esbocei uma complexa cosmologia filosófica que resultou em um conjunto de ideias, designado depois, por mim, de teoria refracionária. Esse assunto renderá outros artigos.

Por hoje, gostaria de falar de minha outra paixão, os aviões, e de com me tornei um adepto de simuladores de voo para computadores.

Além de serem máquinas maravilhosas pelo que podem fazer, voar, os aviões me permitem ver o panorama e a Terra do alto – a mesma sensação que tenho na filosofia, ou ao observar ao telescópio um mundo distante.

Antes de tudo, quero apresentar o PC com o qual voo. Pra início de conversa, esta máquina, assim como aquele telescópio, eu mesmo construí. Isto é, comprei as peças, também pela internet, e paguei um técnico para fazer a montagem.

Meu computador para jogos era top de linha

Este computador, que chamei de 5.0 high performance, é montado sobre uma placa-mãe Asus Maximus Extreme, Intel x38, DDR3, FSB 1600/1333/1066/800MHz.

O disco rígido é um HD Western Digital Raptor X, 150GB, 10.000RPM. Tem 4GB de memória RAM em dois módulos Corsair DDR3 1333MHz Dual Channel de 2GB. A fonte chaveada é uma Seventeam 750W e placa de vídeo, MSI N295GTX-2D1792 de 896MB X 2 1.792MB.

O monitor é um 24″ Widescreen W2452V – LG, e o processador, um Intel Core 2 Extreme QX9770, com quatro núcleos físicos de 3,2 GHz cada, Cache L2 total de 12 MB, e barramento frontal de 1600 MHz.

Hoje em dia, esse computador é pequeno, em relação aos PCs de alta performance atuais para jogos. Contudo, quando ficou pronto, em dezembro de 2007, era top de linha.

Aliás, a placa de vídeo descrita acima chegaria depois, em um upgrade. De fato, a placa de vídeo original desse PC era uma MSI Radeon HD 3870 800 MHz Core. Tudo isso é alimentado por um estabilizador 2.000w, para maior estabilidade.

Circuito de tráfego padrão é procedimento para aterrissagens

Apesar de ser um PC não tão potente quanto aos atuais, roda muito bem, os simuladores Microsoft Flight Simulator 2004 e a versão mais nova, a FSX. Rodo também as versões recentes do X-Plane. Tudo em full.

O circuito de tráfego padrão, formado por três segmentos, é feito em torno dos aeroportos. Normalmente, o piloto entra no circuito pela perna do vento, em um ângulo de 45° em relação a ela. A perna do vento é paralela à pista.

Ao fim desse segmento, cujo tamanho e altitude dependem do tipo de aeronave, se a jato ou a pistão, o piloto comanda uma curva de 90° à esquerda e entra no segundo segmento, a perna base.

Ao fim da perna base, faz outra curva de 90° à esquerda e está no terceiro segmento, a aproximação final, em preparação para o pouso. Da cabine de comando, e em aproximação visual, o piloto enxerga a longa pista à sua frente.

Pelo visto acima, o circuito de tráfego padrão é usado sobretudo um procedimento para aterrissagens. Contudo, há quem o utilize para voos de treinamento. Eu, particularmente, gosto de voar no circuito quando simplesmente não quero fazer voos longos e demorados, ou simplesmente testar um novo avião.

Boeing 737-800 é um dos meus aviões preferidos

Este é um procedimento que se desenvolve mais ou menos assim: decolagem, curva de 90° à esquerda e, mais adiante, outra curva mais suave, para entrar na perna do vento pelo lado interno do circuito.

A seguir, execução das etapas do circuito, seguida pelo pouso e taxiamento até o hangar, ou o pátio de estacionamento de aeronaves.

O procedimento é simples, quando feito em lentos aviões monomotores a pistão, asa alta, como o clássico Cessna 172 Skyhawk.

Contudo, a coisa é mais complexa pilotando um Boeing 737-800, um dos meus aviões preferidos. Um jato como esse requer uma série de comandos, principalmente durante a decolagem.

Bem, quando a gente está aprendendo a voar, imagina que o prazer em decolar está em curtir o panorama, pela janela.

Aproximação final requer concentração e coordenação

Na verdade, isso pode ser feito, quando se pilota um avião pequeno e lento, como o 172, exemplificado acima. Já o 737-800, ou normalmente todos os jatos comerciais ou não, requerem tantas ações que a gente, enquanto piloto, tem como preocupação apenas checar os instrumentos e acionar os diferentes e vários comandos que o procedimento exige.

De fato, quando é possível olhar pela janela e se deliciar com o panorama , já se está em boa altitude. Na maioria das vezes o piloto já atingiu velocidade e altitude de cruzeiro.

No caso de permanecer no circuito de tráfego padrão, tratado aqui, só dá para relaxar um pouco, após a tensão da decolagem, ao entrar na perna do vento e estabilizar a aeronave nesse que é o mais longo segmento do circuito de tráfego padrão.

Só dá para se manter tranquilo, contudo, até completar a perna base, uma vez que a aproximação final é outro momento crítico que requer bastante concentração e coordenação.