Imagens e vozes mentais

Quando a gente  vai cair no sono mergulha em um estado de torpor em que percebe imagens que se formam na mente, que podem ser associadas a vozes às vezes incompreensíveis. Imagem por Stephen Silver (Open Clip Art Library) [CC0], via Wikimedia Commons

Quando a gente vai cair no sono mergulha em um estado de torpor em que percebe imagens que se formam na mente, que podem ser associadas a vozes às vezes incompreensíveis. Imagem por Stephen Silver (Open Clip Art Library) [CC0], via Wikimedia Commons

Nos meus estudos o que acontece ao cair no sono, percebi imagens e vozes que não são captadas pelos sentidos físicos, no estado hipnogógico, seja ao dormir ou ao despertar. São percebidas durante uma espécie de transe, do qual posso sair facilmente.

Na tentativa de compreender melhor o estado hipnogógico, lembrei que esse nível de consciência, no qual a mente parece mergulhar e vivenciar imagens que surgem espontaneamente, não ocorre só ao dormir, mas também de manhã, ao acordar.

Nesse momento, a mente está frouxa, sem tensão, e o corpo, totalmente relaxado, após longas horas de sono. Ao prestar atenção ao que acontece na mente, é possível perceber as imagens.

Não é só, contudo. Percebo no estado hipnogógico, também, ao dormir ou ao despertar, uma voz, aparentemente incontrolável, ou espontânea, até certo ponto.

Imagens prolongam visão física captada em vigília

Às vezes, é uma voz faz diálogo com outra. Acho que pode ser a voz subconsciente, um nível de percepção abaixo da consciência muito explorado pelos programadores mentais da neurolinguística.

Apesar de serem aparentemente incontroláveis, os diálogos são reveladores. Podem dar prosseguimento, ou são relacionados, a imagens mentais captadas pelo sentido da visão, em vigília.

No último experimento, ao dormir, por exemplo, notei que, quando a consciência vai se aprofundando, ou seja, quando minha atenção consciente persiste além do ponto em que já teria ficado inconsciente, pelo sono que chegou, as vozes surgem.

Ao prestar atenção ao fenômeno, notei que as vozes podem ser um prolongamento das últimas imagem captadas pela visão física em vigília.

Vozes não são percebidas sensorialmente

O interessante no processo é que elas forçam, ou levam o pensamento consciente a um plano mais profundo, quase sem controle, por enquanto, porque além desse ponto, durmo.

Esse é, sem dúvida, um dado novo. Está claro que se trata de aprofundamento da consciência a um nível abaixo da de vigília.

Onde antes, quando praticava apenas visualização, havia uma barreira além da qual não havia nada, apenas vigília, há imagens mentais imersas em vozes, perceptíveis se levar a consciência para um estágio já dento dos primeiros instantes que antecedem o sono.

Essas vozes, contudo, percebo não sensorialmente, ou seja, não com os ouvidos físicos, isto é muito evidente, mas com outro sentido, que não é físico, certamente.

Novas diretrizesastral

Também está claro que, ao perceber imagens e vozes, a consciência está em um nível mais profundo em relação à de vigília, porque todos os cinco sentidos sensoriais físicos estão ausentes.

Logo, totalmente imerso nesse mundo à parte é como me sinto. É o mundo em que minha consciência vive. Contudo, perturbações externas podem me despertar facilmente, porque o estado se mantém apenas levemente. De fato, não estou plenamente desperto, em vigília, nem dormindo, totalmente desligado. É uma espécie de transe, um estado intermediário muito interessante.

A partir de agora, tenho novas diretrizes em meu desenvolvimento psíquico até a projeção astral. Na primeira oportunidade, tentarei me manter por mais tempo no estado hipnogógico, para ver o que acontece.