Teremos que deixar a Terra

 

A escolha de um novo mundo, ante a grande variedade de mundos, impõe um desafio fabuloso que a humanidade terá que vencer. Imagem: Wikimedia Commons

Nosso planeta (ao centro e abaixo), em comparação a outros: a escolha de um novo lar astronômico, ante a grande variedade de mundos, impõe um desafio fabuloso que a humanidade terá que vencer. Imagem: Wikimedia Commons

Se quiser sobreviver, como espécie, a humanidade terá que se tornar independente do planeta Terra, e desenvolver novas tecnologias. Personagem de histórias em quadrinhos mostrou como colonizar novos mundos.

Se quiser sobreviver, como espécie, a humanidade terá que se tornar independente do planeta Terra, e desenvolver novas tecnologias. Já existe uma saída.

Nenhuma espécie animal dura para sempre. A Paleontologia tem demonstrado que, seja qual for a razão, as espécies animais são como as civilizações humanas: surgem, dominam, e depois declinam e desaparecem. Com nossa espécie, Homo sapiens sapiens, não foi, e não será diferente.

Como espécie animal, não conseguiremos sobreviver por muito tempo. Não sei por quanto tempo sobreviveremos contra as adversidades. Não apenas oriundas de nosso próprio comportamento. Acho até que, se conseguimos sobreviver até aqui às nossas próprias vicissitudes, creio que não cometeremos o maior dos nossos erros.

Contudo, somos, principalmente, criaturas astronômicas. Surgimos, literalmente, do barro, isto é, da matéria da qual o planeta Terra é feito. Somos parte de um sistema astronômico que tem uma estrela, que chamamos Sol, como fonte máxima de energia.

Não vou muito longe, para repetir o chavão verdadeiro de que somos criaturas cósmicas, porque o Sol e todo seu séquito de planetas, com todo tipo de vida que possa haver neles, somos, no fundo, feitos da poeira restante de algum evento supernova primordial, há bilhões de anos.

Terra não será habitável por muito tempo

Assim, acredito que todo o que existe, no Sistema Solar ou em alguma estrela de outra galáxia, da Via Láctea ou outra, são, antes de tudo, criaturas cósmicas.

Creio que as criaturas vivas, quaisquer que sejam elas, estão a mercê das mesmas forças cósmicas e astronômicas que permitiram a elas existir.

E assim como essas forças conspiraram a favor de sua existência, conspiram contra ela, o tempo todo. É desta forma que, enquanto espécie animal que vive em um planeta, que depende de uma estrela, etc, tem praticamente seus dias contados.

O fato é que temos consciência de sermos seres humanos espirituosos, amantes do saber, do conhecimento e da tecnologia, e sabemos muito bem da nossa própria importância. Sempre fui um otimista quanto a nossa capacidade de compreender que somos, de fato, cidadãos astronômicos.

A Terra não será habitável por mais muito tempo. Com isso em mente, temos que ganhar o mundo. Não a Terra, que já conquistamos, comemos a polpa, e agora roemos seu caroço. Mas outros mundos, também.

Em um post anterior, comentei sobre o tempo que perdemos e o dinheiro fabuloso que desperdiçamos com nossas infantilidades e futilidades, enquanto espécie, cuja longevidade não podemos assegurar.

Temos que ser independentes da Terra

Minha opinião é que devemos ser independentes da Terra. Temos que desenvolver novas conhecimentos, saberes e habilidades, que nos permitam criar novas tecnologias e construir coisas, por exemplo, com os recursos minerais disponíveis na Lua, em Marte, e em outros mundos.

Temos que ter a capacidade para sobreviver, mesmo que as condições de vida neste planeta degringolem, seja qual for a razão. Para isso, devemos ter a obrigação e a responsabilidade de garantir que possamos conquistar outros astros – inicialmente no Sistema Solar, e depois, em outras estrelas.

E creio que a decisão do Governo dos Estados Unidos, de incentivar a iniciativa privada a explorar o espaço, foi bastante salutar para esse propósito. Creio que sairá daí nosso passaporte para outros mundos, que conquistaremos e colonizaremos, como garantia de sobrevivência.

Bem, diz-se que a vida imita a arte, ou a arte imita a vida, sei lá. Contudo, as histórias fictícias de Buck Rogers, personagem que surgiu em Armageddon 2419 d.C., de Philip Francis Nowlan, e depois publicado na edição de agosto de 1928 da revista em quadrinhos Amazing Stories, nos Estados Unidos, apresentaram o espaço aos norte-americanos – e ao mundo – como um ambiente familiar para aventuras extraordinárias.

Nessas histórias, os personagens se deslocavam em foguetes que decolavam e pousavam com a mesma configuração, verticalmente. Nas décadas finais do século passado, a indústria aeroespacial dos Estados Unidos desenvolveu o protótipo de um foguete que também pousava na vertical.

Só que nunca mais tinha ouvido falar dele, enquanto o Grande País do Norte desviava o foco e seus recursos para torrar bilhões de dólares em guerras.

Foguete levaria à colonização de outros mundos

Agora, a empresa privada norte-americana de voos espaciais SpaceX está planejando o primeiro foguete inteiramente reutilizável do mundo e também uma espaçonave reutilizável. Trata-se de um método de viagem que pode abrir os portões de Marte para a humanidade, que finalmente, poderia desenvolver uma colônia no Planeta Vermelho.

O anúncio foi feito pelo dono da companhia, o milionário Elon Musk. O foguete inteiramente reutilizável pode diminuir dramaticamente os curtos de levar cargas e pessoas ao espaço, tornando a exploração espacial e a colonização de outros mundos, tais como Marte, mais realizáveis.

Musk não garantiu sucesso em seu projeto, enquanto reconhecia a difícil tarefa que a equipe de engenheiros da SpaceX tem, para desenvolver o projeto. A companhia apresentou uma animação em vídeo da proposta de seu foguete reutilizável e da cápsula, para demonstrar como o sistema funciona.

Uma vez realizado o projeto, agora é ver se funciona, na prática. Musk imagina, com propriedade, que, se de fato funcionar, será algo grandioso. Como será, Musk!!!