Futuro sem comida e água (físicos)

O terráqueo se tornará, cada vez mais, espiritualista. imagem por André Koehne (feito por mim) [GFDL (http://www.gnu.org/copyleft/fdl.html), CC-BY-SA-3.0 (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/) or CC BY-SA 2.5-2.0-1.0 (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.5-2.0-1.0)], via Wikimedia Commons

O terráqueo se tornará, cada vez mais, espiritualista. imagem por André Koehne (feito por mim) [GFDL (http://www.gnu.org/copyleft/fdl.html), CC-BY-SA-3.0 (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/) or CC BY-SA 2.5-2.0-1.0 (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.5-2.0-1.0)], via Wikimedia Commons

Enquanto conversava com um amigo, geógrafo por formação, sobre qual seria o futuro da civilização, no médio e longo prazos, ele disse que lera em algum lugar sobre a possibilidade de falência no sistema econômico que predomina hoje em nosso mundo, o capitalismo.

Imediatamente, questionei qual seria a causa da quebra e, mesmo sem ouvir sua resposta, imaginei que um motivo seria o amadurecimento dos mercados consumidores e, claro, eventual esgotamento dos recursos naturais e, mais claro ainda, colapso ambiental.

O amadurecimento dos mercados talvez não fosse nem uma grande causa, já que, considerando uma população humana livre de guerras, epidemias e catástrofes naturais, sempre haveria pessoas e novos mercados.

Mais do que provado está que a única forma de economia que ainda funciona é a de mercado, que tem garantido o funcionamento da civilização desde milênios.

Fim do sistema de transporte conhecido

Talvez o colapso das economias capitalistas fosse mais preocupante. No futuro, os países mais pobres de hoje serão emergentes e os emergentes, como o Brasil , serão economias maduras.

E, talvez, antes de o futuro um pouco mais distante chegar, os países ricos de hoje, que já são maduros, terão esgotado tudo que elas poderão produzir na chamada velha economia.

Principalmente, o atual sistema de transporte intermodal, que inclui os meios terrestres, aéreos e aquáticos, como automóveis, ônibus e caminhões; aviões, trens e navios, estará possivelmente esgotado.

Máquina de teletransporte do universo Star Trek. Imagem por Konrad Summers [CC BY-SA 2.0 (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0)], via Wikimedia Commons

Máquina de teletransporte do universo Star Trek. Imagem por Konrad Summers [CC BY-SA 2.0 (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0)], via Wikimedia Commons

O esgotamento dos meios de transportes atuais acontecerá tanto pela impossibilidade, cada vez maior, de uso dos combustíveis fósseis, como pelas tecnologias envolvidas, que se tornarão impróprias, inviáveis e obsoletas, em vista das novas exigências e premências.

O mesmo valerá para o sistema produtor de alimentos. Está claro que o modo atual estará esgotado, tanto pela falta de espaço na zona rural, que em vista do aumento populacional passará a urbana, como pelo próprio esgotamento resultante do meio ambiente, devido a práticas agropecuárias impróprias.

Futuro requer mudança de paradigmas

E, em vista do inevitável aumento populacional, esse sistema produtor de alimentos estará também esgotado.

O futuro reserva, portanto, uma mudança de paradigmas, se o terráqueo quiser – ou puder – sobreviver, enquanto habitante deste planeta.

Não vou, aqui, considerar a necessária colonização de outros mundos extraterrestres, mesmo aqui, nas vizinhanças da estrela mais próximas, que já abordei em outro ponto deste blog.

Da mesma forma, não levarei em conta o fim da civilização devido a uma guerra nuclear total. Primeiro, porque creio que isso não acontecerá. Se houver guerra atômica, que espero não ocorra, será limitada, ainda que terrível.

Antes, quero supor aqui, nesse estudo de futurologia, que a civilização terrestre será capaz de sobreviver nos próximos milênios.

Bem, teremos que mudar paradigmas e isso passa, inevitavelmente, pela tecnologia. O terráqueo terá, forçosamente, que ser tão adiantado, tecnologicamente falando, que tornará real o que disse o escritor inglês, Arthur Charles Clarke.

Relacionando ciência e magia

Clarck disse que os efeitos práticos de uma tecnologia suficientemente avançada parecerão magia. “Qualquer tecnologia suficientemente avançada será indistinguível da magia”, uma das três leis do escritor de ficção científica.

Bem, já vimos coisas assim acontecendo, mesmo hoje em dia. Por exemplo, nossos smartphones são o futuro concretizado, agora, e se aproximam demais da “magia” postulada por Arthur C. Clarke, com suas telas luminosas sensíveis ao tato, espessura reduzida e multifuncionalidade.

Mas, haverá mais. Ao meu ver, o terráqueo só sobreviver, num mundo cada vez menor e com mais pessoas, fazendo cada vez mais com cada vez menos.

Daí, seu futuro tecnológico está na nanotecnologia e no uso de recursos naturais sobre os quais nem imagina hoje terem alguma utilidade.

Isso valerá para a colonização de outros mundos. Mundos como Marte, por exemplo, oferecerão recursos naturais que requererão outras tecnologias que desenvolverão novos materiais.

Micromáquinas nonotecnológicas

Mas, como disse antes, não é o caso, já que o problema é aqui, na Terra. De fato, isso, do mais com menos, valerá para tudo.

As fazendas do futuro cultivarão algas e animais de muito pequeno porte, principalmente larvas, capazes de serem cultivados em placas amontoadas como prateleiras.

Engrenagem molecular. Imagem por NASA (Great Images in NASA Description) [Public domain], via Wikimedia Commons

Engrenagem molecular. Imagem por NASA (Great Images in NASA Description) [Public domain], via Wikimedia Commons

As máquinas do futuro serão minúsculas, com componentes nanotecnológicos, capazes de consumir muito pouca energia.

Essas micromáquinas serão acopladas a recursos simples e eficientes, como alavancas, e poderão movimentar volumes grandes de carga. Mágica.

Os meios de locomoção do futuro não utilizarão veículos, sejam terrestres, aéreos ou aquáticos, como os que conhecemos hoje.

Em vez disso, uma tecnologia fundada na nanotecnologia usará, cada vez mais, recursos da física quântica.

E, claro, o terráqueo buscará conhecimento e usará, certamente, recursos oriundos de sua própria mente.

Assim, no futuro, o emprego de ciência refracionária abrirá espaços interdimensionais na dimensão física.

Com isso, será capaz de fazer deslocamentos imediatos para qualquer local, neste mundo ou intermundos, sem necessidade de deslocamentos físicos do próprio meio necessário para isso.

Isso significa que o meio de transporte não se deslocará, mas permanecerá estacionário. O que se deslocarão, no meio interdimensional, serão pessoas e cargas.

Um terráqueo mais etéreo que físico

Mais adiante, ainda, os próprios seres humanos estarão mais evoluídos. O uso frequente de conhecimentos e recursos espirituais-mentais, ou paranormais, como querem muitos estudiosos, tornará o homem cada vez mais semitransparente, e por fim, transparente.

O homem do futuro será transparente no mundo físico, mas perfeitamente visível no mundo astral, extraindo alimento e água do "ar". Seres angelicais. Ilustração por Ludovico Carracci [Public domain], via Wikimedia Commons

O homem do futuro será transparente no mundo físico, mas perfeitamente visível no mundo astral, extraindo alimento e água do “ar”. Seres angelicais. Ilustração por Ludovico Carracci [Public domain], via Wikimedia Commons

Nessa etapa adiantadíssima, seu constituinte dimensional físico, que abordei em Antropologia hexadimensional, terá menor proporção em relação aos dimensionais mais etéreos.

Consequentemente, o homem do futuro estará mais propenso às influências do astral do que hoje e, nessa fase, não precisará mais tanto, ou de jeito nenhum, de alimentos e bebidas físicas.

Ou seja, buscará seu alimento e água no ambiente astral. Bastará pensar no que quer comer e beber, e o alimento e bebida aparecerão, como num passe de mágica, diante de seus olhos.

Na verdade, porém, nem precisará comer ou beber. O homem do futuro verá como de somenos importância o ato de comer, ou beber, que imaginará ser um recurso ultrapassado de uma Terra mundana.

Nesse estado avançado de ser, a criatura retira energia do próprio ambiente astral em que se encontra. Para resumir, se alimentará da energia do próprio pensamento.

Assim, alimentará seu espírito, que já requer menos energia do que o físico, com troca energética que envolve toda a extensão do corpo, sem que ele mesmo se dê conta, ou se preocupe, com isso.

Bem, isso é o que penso de como será o futuro do homem na Terra, se ele conseguir sobreviver às vicissitudes próprias de viver em um mundo como este.