Estrela oval é vista a olho nu

Vega, com sua estranha forma oval, comparada ao Sol. Imagem por RJHall (self-made using Paint-Shop Pro.) [GFDL (http://www.gnu.org/copyleft/fdl.html) or CC-BY-SA-3.0 (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/)], via Wikimedia Commons

Vega, com sua estranha forma oval, comparada ao Sol. Imagem por RJHall (self-made using Paint-Shop Pro.) [GFDL (http://www.gnu.org/copyleft/fdl.html) or CC-BY-SA-3.0 (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/)], via Wikimedia Commons

A enorme estrela Vega, na constelação de Lira, é azul e tem uma estranha forma ovalada. Essa monstruosidade cósmica é vista a olho nu, a partir do início da noite.

A enorme estrela Vega, na constelação de Lira, é azul e tem uma estranha forma ovalada. Essa monstruosidade cósmica é vista a olho nu, a partir do início da noite.

Vega é estrela mais brilhante de Lira, sendo a quinta mais brilhante do céu e a segunda do hemisfério norte celeste. Fica a25 anos-luz da Terra.

Ela tem apenas 455 milhões de anos de vida. Por ser uma estrela jovem, é azulada e sua tonalidade é claramente distinguível a olho nu.

Vega possui um anel de poeira e gás girando à sua volta, talvez detritos de sua formação. Como é 2,1 vezes mais massiva que a estrela mais próxima, o Sol, os astrônomos consideram que está na metade de sua vida.

Além de mais massiva que nossa própria estrela, Vega é também maior: seu diâmetro equatorial equivaleria a mais de dois dos nossos sóis, dispostos lado a lado.

Estranha forma oval

Outra curiosidade sobre essa estrela é que, por ter velocidade de rotação extremamente alta, 274 km/s no equador, ela tem uma estranha forma oval.

Imagem em infravermelho, que captura radiação de calor, feita pelo telescópio espacial Spitzer, da NASA, mostra um anel do que seriam detritos, resultantes da formação da estrela há “apenas” 455 milhões de anos. Imagem by courtesy NASA/JPL-Caltech/University of Arizona (Jet Propulsion Laboratory) [Public domain], via Wikimedia Commons

Imagem em infravermelho, que captura radiação de calor, feita pelo telescópio espacial Spitzer, da NASA, mostra um anel do que seriam detritos, resultantes da formação da estrela há “apenas” 455 milhões de anos. Imagem by courtesy NASA/JPL-Caltech/University of Arizona (Jet Propulsion Laboratory) [Public domain], via Wikimedia Commons

Se ela tivesse velocidade de rotação apenas 12,4% maior, seria destroçada pela gigantesca força centrífuga. No entanto, essa enorme pressão para fora faz com que sua faixa equatorial seja distendida, fazendo com que Vega seja achatada nos pólos.

Aliás, daqui, da Terra, não enxergamos o equador de Vega, já que é um dos pólos da estrela que está direcionado para cá.

Essa forma ovalada também faz com que a região equatorial da estrela seja mais quente nos pólos (10.000K) do que no equador (7.600K).

Para observar Vega, dirija-se para fora no início da noite e fique voltado para o leste. O intenso brilho azulado dessa estrela aparece ligeiramente à esquerda, inconfundível.