Encontros celestes

2015-06-18 18.08.24

O perto, o longe, e o muito longe: o satélite natural da Terra e,mais adiante, os planetas Vênus e Júpiter, ao anoitecer do dia 18 de junho de 2015 . Imagem: Tom LIma

Como não podia deixar de ser, apreciei bastante o fenômeno e fiz uma série de imagens, que agora compartilho com meus leitores.

As astroimagens foram feitas durante oito dias, entre 20 de junho e 9 de agosto, sempre no fim da tarde, e no início da noite.

Para as fazer as imagens, utilizei meu “velho” smartphone Samsung Galaxy GT-S6102B, com o qual também consegui fotografar a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

Em alguns momentos, registrei ainda Regulus, a estrela Alfa, do Leão, nas observações dos dias 18 e 19 de junho. Regulus fazia uma bela trinca com Vênus e Júpíter.

Regulus é, na verdade, é um sistema estelar quádruplo, ou seja, não é apenas uma estrela, mas são quatro, dispostas em dois pares, que orbitam em torno de um centro de gravidade comum.

Importante é dizer que, no dia 1º de julho, aconteceu uma conjunção entre Vênus e Júpiter, quando os dois astros estiveram bastantes próximos, no céu e formaram uma magnífica imagem brilhante.

Sensação de profundidade

Talvez seja bom perceber que, vistos os quatro astros a olho nu, as distâncias entre a Lua, Júpiter, Vênus e Regulus, são aparentes.

Na verdade, estão situados muito distantes um dos outros. A começar pela Lua, que fica bem aqui, na distância média de 385.000 km.

Vênus estava se posicionando do lado de cá da estrela, ou seja, entre a Terra e o Sol, enquanto Júpiter  ficava bem mais longe, do outro lado do Astro Rei.

Já Regulus… bem, essa estrela estava muito, muito mais longe, a 79 anos-luz daqui. O fato é que a imagem que se tinha era situação em que era possível ver um céu tridimensional, com clara percepção de profundidade.

Curiosamente, no anoitecer de 20 de junho, enquanto eu fotografava a Lua, os dois planetas e a estrela com meu celular, um satélite artificial, que não tenho como identificar, passou exatamente em frente à Lua.

O objeto aparentemente circulava o planeta em uma órbita polar. O fato é que foi uma rara ocasião que teria rendido uma bela fotografia, desde que tivesse equipamento apropriado.

Saber o que se enxerga

Bem, a imagem da Lua, Vênus e Júpiter foi bonita se ver e, claro, inesquecível. De fato, Vênus brilhava com magnitude -0.2 e Júpiter, -1.8. Um brilho tão intenso que, acho, chamava atenção até dos despercebidos.

Assim, na noite do dia 18 de junho, uma vizinha me viu observando a Lua com meus binóculos, firmes sobre tripés. Ela me cumprimentou e disse que também tinha notado o céu “diferente”.

Claro, expliquei o que eram aqueles astros brilhantes como faróis cósmicos, falei das distâncias reais entre eles e aproveitei para mostrar Saturno, “o dos anéis”, bem acima, na “cabeça” de Escorpião.

Encantada, ela comentou: “Puxa, a gente costuma olhar para o céu de noite e não sabe o que está enxergando!

Bom, infelizmente, não consegui baixar aqui as imagens que fiz, a não ser a que está disponível acima. Contudo, disponho de todas as imagens alegadas. Se você se interessar, posso enviar por e-mail, ou Se não for possível anexar os arquivos, eu me comprometo a imprimir as fotos, parra que possa enviar pelos Correios.