Grave crise limitou nutrição dos dinos

 

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Uma nova crise ecológica de abrangência global pôs fim, para sempre, à capacidade da Terra nutrir uma cadeia alimentar composta por animais de grande porte, como os dinossauros. O planeta não seria mais o mesmo para a vida.

Os precursores dos dinossauros, os arcossauros, haviam aparecido ainda no Permiano. Porém, o arcossauro mais conhecido é o chasmatossauro, aparecido há 233 milhões de anos, no início do Triássico.

O chasmatossauro era um carnívoro que media 2m de comprimento e lembrava um jacaré moderno, embora fosse mais robusto e de aparência mais assustadora.

Por essa época, a Terra começava a experimentar nova convulsão geológica, quando o supercontinente Pangea começou a se fragmentar, associado a erupções vulcânicas em várias regiões da Terra.

Com o passar dos éons, as condições geológicas e ambientais reinantes proporcionaram o desenvolvimento de dinossauros herbívoros gigantescos e volumosos.

Tiranossauro rex, um carniceiro

Já no fim do Triássico, cerca de 208 milhões de anos atrás, perambulava pela Terra o primeiro dinossauro realmente grande, o plateossauro, um bicho herbívoro com 11 m de comprimento.

Mais tarde, no Cretáceo, surgiram o apatossauro, um monstro com mais de 21 m e 33 toneladas; e o camarassauro, com 18 m.

A cadeia alimentar do planeta estaria incompleta, porém, sem os carnívoros realmente grandes. De fato, atrás dos monstros avantajados que se alimentavam de vegetais vieram os também enormes megalossauro, com 12 m de comprimento e um dos maiores predadores da época; o deinonychus, com até 4 m de comprimento; e o popular tiranossauro rex, com 13 m de comprimento.

O tiranossauro rex talvez não tenha sido o terrível predador que os livros e documentários antigos pintam. Novos estudos da anatomia desse bicho, sobretudo dos braços anteriores, pequenos e aparentemente atrofiados, sugerem que era, na verdade, um carniceiro, que se aproveitava de animais moribundos ou já abatidos por outras feras.

Colossais herbívoros em decadência

Enquanto isso, nos ares, reinavam os pterossauros, répteis voadores dos quais o maior foi o quetzalcoatlus, o maior bicho que já vou pela Terra, com impressionantes 12 m de envergadura.

Nos mares, dominavam os plesiossauros, répteis carnívoros de 15 m de comprimento, pescoço muito longo e flexível e quatro enormes nadadeiras.

A fragmentação de Pangea só se completaria no fim do Cretáceo, quando continentes e oceanos já apresentavam a configuração que se assemelha à atual.

Alguns estudos mais recentes sugerem que alguns dos herbívoros colossais já estavam em decadência, no fim da Era Mesozoica.

Contudo, o reinado dos dinossauros terminaria num piscar de olhos, em termos geológicos, em um evento cataclísmico que foi testemunhado por criaturas como o estranho saurolophus e pelo famoso triceratops.

Catástrofe ambiental afetaria cadeia alimentar

Esse cataclismo teria sido causado pela queda de um asteroide com cerca de 10 km de diâmetro em Chicxulub,  atual México.

O impacto teria causado a cratera de 180 km de diâmetro hoje existente e levado à atmosfera uma quantidade colossal de gases, vapor d’água, detritos e poeira.

A nuvem de abrangência global teria criando um inverno de impacto que bloqueou a luz do Sol, causando uma catástrofe ambiental que afetaria toda a cadeia alimentar.

Seria o suficiente para à morte de praticamente todas as criaturas com mais de 20 km de peso. Desde então, a Terra não foi mais capaz de produzir as condições necessárias para a existência de animais do porte dos dinossauros.

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