Como controlei os sonhos

Os podem estar relacionados a situações vivenciadas nas horas anteriores ao sono. Ilustração by Berit from Redhill/Surrey, UK (The house by the beach  Uploaded by russavia) [CC BY 2.0 (http://creativecommons.org/licenses/by/2.0)], via Wikimedia Commons

Os podem estar relacionados a situações vivenciadas nas horas anteriores ao sono. Ilustração by Berit from Redhill/Surrey, UK (The house by the beach Uploaded by russavia) [CC BY 2.0 (http://creativecommons.org/licenses/by/2.0)], via Wikimedia Commons

Só notei que estava no rumo para fazer projeção astral quando compreendi que precisava controlar os sonhos. Descobri que havia vários níveis de consciência. Houve, então, uma reviravolta no meu desenvolvimento psíquico.

Como disse no post anterior, estudei projeciologia durante muitos anos. Eu era fascinado com a perspectiva de viajar para onde desejasse sem o peso do corpo físico. Embora, depois de adulto, achasse minhas expectativas juvenis um tanto descabidas, meu sonho era visitar mundos distantes, astronomicamente distantes.

Como cedo aprendi, era preciso dominar técnicas de relaxamento físico e nessa primeira fase de meu desenvolvimento psíquico, na adolescência, avancei bastante nesse processo.

Obtive excelente nível de relaxamento físico e na verdade, eu me condicionara de tal forma que bastava um único comando mental para todo o corpo, quando no início comandava cada parte específica para que se relaxasse.

Contudo, se relaxar fisicamente não era problema, era preciso dominar a mente, os pensamentos.

Nessa primeira fase, atingia um nível de relaxamento físico satisfatório e, quando percebia estar pronto, comandava a mente para o desdobramento.

Era preciso deixar de sentir fisicamente o físico

Eu fazia isso usando técnicas de visualização. Era preciso visualizar o corpo astral saindo do corpo físico, flutuando acima deste e, depois, se deslocando para lugares distantes.

Ao longo desses anos, desenvolvi várias técnicas de visualização e até dominava muito bem meus pensamentos, durante os estudos.

Mas, o que parecia relativamente fácil, não era. E eu tentava, tentava e tentava… e nada acontecia. Todas as técnicas de relaxação física e visualização não eram suficientes.

O resultado é que eu alternava períodos de estudos intensivos e de distanciamento. Li bastante, estudei o assunto, recorri a muitas fontes.

Aprendi que não adiantava apenas relaxar a contraparte física e desejar ardentemente sair do corpo. Era preciso que o físico tivesse predisposto, sim, mas era preciso me desligar dele, isto é, colocar a percepção sensorial para segundo plano, deixar de sentir fisicamente o corpo físico.

Havia muitas questões aparentemente sem sentido

Em meus experimentos, aplicava concentração para trazer os pensamentos apenas para o cérebro, para onde se encontrava a mente, mas caia invariavelmente no sono.

Eu não sabia o que havia após o instante em que começava a dormir, mas também não me achava em condições de prolongar a vigília além desse ponto.

Eu sabia que os sonhos podiam provocar um estado mental específico, mas como chegar até lá? Além disso, havia muitas perguntas sem resposta.

Como ficaria o corpo físico, após a dissociação? Como ficaria a consciência? A razão, o pensamento ou a mente, o raciocínio lógico, ficariam exatamente onde? Haveria uma continuidade ou descontinuidade da consciência de vigília para a consciência presente no estágio seguinte, a projeção?

Estas eram questões aparentemente sem sentido, mas a falta de respostas era um empecilho e tanto. Na dúvida, muitas vezes abandonei os estudos.

Resolvi me projetar no astral pelo controle dos sonhos

A situação só mudou quando entrei na vida adulta e, retomando meu desenvolvimento psíquico, pensei em algo como vencer a barreira da visualização, que era um processo de concentração plena. Isto é, a visualização mantinha a mente tensa.

Sem sucesso, tentei chegar à projeção astral por outro caminho, o do controle dos sonhos. Eu achava que, se pudesse sonhar com o que quisesse, poderia ter sonhos em que voasse e, a partir daí, controlaria conscientemente o sonho.

Um modo fácil de provocar sonhos, quaisquer que fossem eles, logo percebi, era atuando na mente nos instantes críticos do cair no sono. Parti para investigar o modo como eu dormia, ou seja, o que acontecia com minha consciência durante o processo.

Ora, esta era uma abordagem totalmente nova. Se a relaxação física ainda era necessária, a visualização não era. Eu não iria me visualizar saindo do físico. Em vez disso, iria me concentrar no modo como começava a dormir.

Com essa nova atitude, compreendi que havia algo como diferentes níveis de consciência e que a vigília era apenas o nível mais superficial, o que está à tona.

A partir daí, comecei a ter respostas para muitas das perguntas que me incomodavam e, consequentemente, houve uma reviravolta nos meus estudos.