Bolas de fogo do tamanho da Terra

Cicatrizes deixadas pelo cometa Shoemaker-Levy 9, no hemisfério sul de Júpiter: cataclismos. Imagem:  Hubble Space Telescope Comet Team and NASA [Public domain], via Wikimedia Commons

Cicatrizes deixadas pelo cometa Shoemaker-Levy 9, no hemisfério sul de Júpiter: cataclismos. Imagem: Hubble Space Telescope Comet Team and NASA [Public domain], via Wikimedia Commons

O mergulho freqüente de cometas ou asteroides nas camadas mais elevadas da atmosfera jupiteriana resultam em explosões gigantescas e bolas de fogo do tamanho da Terra.

A gravidade de Júpiter é forte e irresistível para que, de vez em quanto, um objeto mais afoito que passe perigosamente por suas imediações, como um cometa ou asteróide, seja atraído por ele, resultando em seu fim catastrófico.

Em julho de 1994, por exemplo, os astrônomos tiveram oportunidade de testemunhar um cataclismo desses

Na ocasião, o cometa Shoemaker-Levy 9 despedaçou-se em suas proximidades devido ao puxão gravitacional de Júpiter e caiu como um colar de pérolas sobre o planeta gigante.

Cicatrizes negras de gás e fuligem

Cada fragmento, ao mergulhar velozmente na densa atmosfera, desintegrou-se em explosões gigantescas de gás quente que formaram bolas de fogo imensas, do tamanho da Terra.

Os astrônomos sabiam com antecedência que a tragédia estava a caminho, mas infelizmente, as detonações aconteceram do outro lado do planeta.

Foi preciso esperar que o astro girasse o suficiente para o telescópio espacial Hubble acusar imensas cicatrizes enegrecidas que permaneceram visíveis por um longo tempo.

Cataclismo semelhante aconteceu em 2009. A explosão em si também não foi vista, mas a cicatriz, uma vasta nuvem negra, ficou.

Ela era formada pelos detritos gaseificados do que restou da queima violenta do material do qual o invasor era feito, foi vista e fotografada durante alguns dias, flutuando na alta atmosfera do astro.

Captado das estrelas mais próximas

Tal objeto cósmico monstruoso, descomunal e também maravilhoso, que é Júpiter, o mitológico rei dos deuses romano, o deus grego Zeus, seria perceptível a uma civilização inteligente, que viva em um certo planeta, pertencente a uma estrela a milhares de anos-luz daqui.

Possivelmente, a “descoberta” seria indireta, sem que Júpiter fosse realmente visto, tendo seus cientistas usado um método que usa velocidade radial para medir o puxão gravitacional de Júpiter, e o consequente bamboleio que causa no Sol.

Do ponto de vista dessa civilização, nosso Júpiter seria um exoplaneta, um planeta alienígena. Esse astro fascinante está de noite bem aí, no alto do nosso céu terráqueo, perfeitamente visível em toda a sua glória, sem que se precise de qualquer aparelho de alcance. É suficiente olhar, para ver.

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