Atividade geológica fez mundo dos dinos

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Condições propícias permitiram o desenvolvimento de animais gigantescos como os dinossauros. Imagem: Tom Lima

 

Ao assistir à reprise do filme King Kong de Peter Jackson, em vesperal de TV sábado, dia 18, chamou atenção a sequência de cenas em que não há atividade geológica, mas seres humanos estupefatos, em um paraíso ecológico reservadíssimo, se deparam com dinossauros vivos.

Como vimos, os dinos viveram na era da vida intermediária, a Era Mesozoica. Contudo, estamos hoje na era da vida recente, a Era Cenozoica, que teve início há 65 milhões de anos.

Mais precisamente, estamos Quaternário. Este período geológico começou há 1,8 milhão de anos, quando hominídeos já viviam e sobreviam na África.

Monstro seria um enorme pleisiossauro

Eu havia lido em algum lugar, há alguns anos, que algumas espécies de dinossauros teriam conseguido escapar à extinção em massa do fim do Cretáceo e estariam vivendo até hoje, em plena época Holocena, iniciada só há 10.000 anos.

Esses remanescentes dos dinos viveriam em lugares altamente selecionados e protegidos – nichos ecológicos reservados, escondidos da curiosidade humana.

Alguns desses nichos exclusivíssimos seriam enormes cavidades nas entranhas da Cordilheira dos Andes. Aventou-se até a possibilidade de o Monstro do Lago Ness, na Escócia, ser na verdade um pleisiossauro.

Nessie foi relatado inicialmente em 1933 e desde então, muitas pessoas que moram na região e turistas alegam ver o monstro no lago frio e profundo, embora inúmeras expedições científicas ao local não tenha constatado a existência de tal criatura.

Condições propícias tiveram clímax no Cretáceo

O fato é que nosso planeta Terra não é mais o éden para a vida que foi na época dos dinos. No enorme intervalo de tempo, os 180 milhões de anos de duração do Mesozoico, as condições que propiciavam a vida na Terra mudaram bastante, até atingir o clímax no Cretáceo.

As erupções vulcânicas intensas, vinculadas à atividade geológica maior, no período, teriam contribuído para a elevação da temperatura, consequência da liberação de gases do efeito estufa.

A temperatura media do planeta era maior que a atual, beirando os 50ºC, apesar de o Sol já ser tão luminoso quanto hoje em dia.

A atmosfera terrestre se estabilizou com uma composição variada de nitrogênio, vapor d’água, dióxido de carbono, metano e gases nobres.

Ambiente perfeito para animais de porte avantajado

Os níveis de oxigenação da atmosfera variaram muito, oscilando entre 15% e 35% em relação aos demais gases, quando hoje o gás oxigênio corresponde a 21% dos gases que compõem a atmosfera do planeta.

O clima era mais propício à vida. Era mais homogêneo, sem extremos climáticos, sem geleiras e mesmo sem calotas polares. Embora a Terra tivesse regiões áridas e desérticas, a atmosfera era mais úmida, consequência da vegetação mais espessa e da maior evaporação dos oceanos.

Tudo isso favoreceu o surgimento de uma vegetação luxuriante e densa, que se estendia por vastas regiões do globo, sobretudo nas proximidades dos rios e mares.

De fato, o Mesozoico foi uma era verde. Coníferas, como os atuais pinheiros, e cicadáceas, uma forma de palmeira, se espalhavam pelas terras mais secas.

As samambaias eram abundantes e cobriam vastas regiões. Era o ambiente perfeito para animais de porte realmente avantajado. A seguir, a diversificação dos animais grandes e o fim dos dinossauros.

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